Cineastas pernambucanos cobram parcelas atrasadas do Funcultura

Semana tem ainda entrevistas com Baby do Brasil, Ciel Santos, a antologia em HQ Boy Dodói e muito mais

Dois momentos distintos do cinema pernambucano esta semana. De um lado, celebração: o longa Sem Coração, de Tião e Nara Normande, vai representar o Brasil no Festival de Veneza. Do outro, indignação: a classe artística do audiovisual, formada por cineastas, produtores, cineclubistas, entre outros, denunciam que estão sem receber recursos de projetos já aprovados no Funcultura, o maior e mais importante fundo de incentivo à cultura do Estado.

A repórter Erika Muniz entrevistou vários cineastas para contar essa situação. Pra completar, a Secretaria de Cultura e a Fundarpe passam por um momento de reestruturação e não conseguiram atender, neste momento, aos nossos pedidos por uma respostas às denúncias. A pasta segue sem secretário desde a saída do músico e professor Silvério Pessoa, neste mês.

Esta semana está recheada: tem entrevistas com as artistas responsáveis pela antologia Boy Dodói, entrevista com Baby do Brasil, Ciel Santos e várias críticas de produções que acabaram de sair. Boa leitura e excelente final de semana! – Paulo Floro e Alexandre Figueirôa, editores.


Trabalhadores do audiovisual pernambucano se mobilizam para cobrar parcelas atrasadas do Funcultura

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Profissionais do cinema em Pernambuco estão sem receber recursos de projetos que já foram aprovados. “Já faz um tempo que a gente tem percebido, no meio audiovisual, um problema sério de pagamentos de cachês de pessoas. E a gente começa a observar que já são oito meses que falta o pagamento das parcelas do Funcultura 2022. Então, isso preocupa muito”, disse o cineasta Antonio Carrilho. “Produtores e trabalhadores que contam com esse dinheiro para dar vida a seus projetos estão enfrentando dificuldades em cumprir prazos, manter suas equipes e finalizar suas produções. A falta de prioridade e agilidade na liberação tem gerado um cenário de incerteza e estagnação no setor”, falou o cineclubista Wandryu Figueiredo.


Boy Dodói, a coletânea em quadrinhos que tira sarro da masculinidade tóxica

Para mim, o boy dodói – e aí, quando chamamos de ‘boy’ não é à toa – é um homem imaturo que ainda não conseguiu se entender e se resolver. Já o ‘dodói’ significa doente de patriarcado, porque entendemos que isso é uma coisa sistêmica”, assim a editora e produtora cultural Bebel Abreu define o termo que dá título à coletânea de histórias sobre comportamentos machistas idealizada por ela e pelas quadrinistas Carol Ito e Helô D’Angelo. A HQ, que está em campanha de financiamento coletivo no Catarse, tem lançamento previsto para setembro, na Bienal de Quadrinhos em Curitiba. Gabriela Agra bateu um papo com as três artistas sobre o projeto.


Baby do Brasil celebra chegada de nova geração de fãs: “meu tempo é agora e isso me alegra muito”

Baby do Brasil 02 Credito Victor Affaro

Aos 71, a artista que fez parte dos Novos Baianos diz que jovens e até crianças estão redescobrindo suas músicas. Atração do Festival de Inverno de Garanhuns, ela ainda promete disco novo para breve. O repórter Túlio Vasconcelos bateu um papo com a cantora.


Outros destaques

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Ciel Santos
“Arte educa, eu como artista não consigo fazer arte sem ser político”, assevera o cantor e compositor pernambucano Ciel Santos. Ele cresceu na zona rural de Bezerros, no Agreste do estado, num vilarejo chamado Sacapurana. Atração do Festival de Inverno de Garanhuns, o artista fala sobre representatividade e arte. “A minha voz e meu corpo são ferramentas e bandeiras”.

Recife – Veneza
Longa brasileiro Sem Coração, de Nara Normande e Tião, terá estreia mundial em Veneza. O filme representará o país na mostra Horizontes (Orizzonti), a segunda mais importante do festival.

Cine Catita
1º Festival Cine Catita promove exibições de filmes e apresentações culturais na Mata Norte de Pernambuco. Evento será realizado de 4 a 6 de agosto, no município de Aliança. A programação é gratuita.

Viva Zé Celso
Máquina do Desejo revive na tela a trajetória do Teatro Oficina. Além do fundador José Celso Martinez Corrêa, filme de Joaquim Castro e Lúcio Weglinski tem depoimento de diversos artistas brasileiros e um rico acervo de imagens do grupo.

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A distopia trans de Lino Arruda e Lui Castanho na HQ Cisforia: “Ainda são poucas as ficções científicas que mexem nas estruturas de gênero e sexualidade”. Batemos um papo com os autores sobre o novo quadrinho.


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